19-09-2020
  Diretor Ivo Moreira  \  Periodicidade Diária
Mário Henriques, ou Huma-Noyd como é conhecido no mundo artístico desde 1993, está a celebrar 25 anos de carreira. Para assinalar 1/4 de século dedicado sobretudo ao Techno, Tech House e Underground o DJ e produtor português vai lançar um álbum inédito com as 25 faixas que melhor retratam o seu trabalho.

Para além deste lançamento, Huma-Noyd preparou também um livestream especial a que deu o nome de "Somewhere on Planet Earth" e que acontecerá já no próximo sábado, dia 19 de setembro pelas 18 horas.

O estilo muito próprio de Huma-Noyd e ao qual o mesmo assume não querer fugir, já lhe valeram, ao longo destes 25 anos, muitos êxitos e presenças bem-sucedidas em festivais como o Tomorrowland, na Bélgica, o Awakenings, na Holanda, e a passagem por clubes míticos um pouco por todo o mundo.
 
Depois ter assinado a sua faixa "Outline", em março, pela primeira vez na editora Less Is More de Diego Miranda, e esta ter sido tocada na RFM pelos DJs Rich&Mendes, o DJ e produtor português VOXKASH volta a lançar uma nova faixa na mesma editora.

Trata-se de "Konkani", uma sonoridade diferente do seu registo habitual e que promete fazer tremer qualquer membrana auditiva. "Tentei afastar-me um pouco da minha sonoridade que é o Big Room. Um dos estilos que mais gosto e identifico e que nunca tinha produzido era Psy-Trance e resolvi ouvir algumas faixas desse género para me inspirar" conta-nos o artista ribatejano. 

Segundo VOXKASH, a faixa começou a ser produzida em "agosto do ano passado, mas tive de fazer diversas versões até que finalmente chegasse a um produto final que me deixasse satisfeito a mim e ao público". 

"Konkani" já se encontra disponível nas principais plataformas digitais de música.
 

A Pandemia de Covid-19 obrigou muitas pessoas a semanas de confinamento em casa. O que, para muitos, foi uma autêntica "dor de cabeça" para outros significou um período particularmente produtivo e o DJ e produtor Meith sabe-o melhor que ninguém porque acaba de lançar o primeiro álbum intitulado "When Everything's Gone".

Este novo trabalho musical tem como single "Fall", um tema que conta com a colaboração da artista Shakira Aly e que retrata a dificuldade de uma pessoa amar depois de experiências menos positivas em relacionamentos anteriores.

Para além da colaboração com a intérprete moçambicana este álbum conta ainda com a participação de Djeff e TT.

Meith integrou, em 2018 e 2019, o TOP30 promovido pela 100% DJ, alcançando as posições 29 e 24, respetivamente.

Os veteranos Pedro Carrilho e Mixtec (membro da banda Ninja Kore) lançaram em agosto o tema "Keep Pushin" na editora de Fedde Le Grand, a Darklight Recordings.

Tocada no radioshow "Tiësto Club Life" mas também por nomes como Fedde Le Grand, Kryder, Dannic, Jonas Blue ou Thomas Gold, esta nova produção traz-nos uma sonoridade house bem ritmada e vigorosa, que se adequa tanto a pistas de dança como a ambiente de festival. 

"Keep Pushin" está disponível nas principais plataformas digitais e inclui um excerto vocal de Annette Taylor, antiga diva do house que chegou inclusivamente a ser remisturada por DJ Vibe. 

"Devido ao processo de clearance, o lançamento tardou quase um ano e chegámos a considerar a hipótese de abandonar a ideia. Felizmente não o fizemos e valeu a pena a espera! Estamos muitos satisfeitos com o resultado e o próprio Fedde Le Grand tem sido apoiante incondicional da música no último ano" afirma Pedro Carrilho.

Mas as novidades não se ficam por aqui e o DJ e produtor português revela também que remisturou oficialmente para Snoop Dogg & Dead or Alive para o imortal tema "Spin Me", estando este trabalho apenas disponível no mercado japonês. 

"Ainda não há data prevista para outros territórios, por enquanto podem escutá-la em exclusivo nos meus radioshows" acrescenta.

A Associação Nacional de Discotecas considera que, até final do ano, não haverá notícias positivas para o setor noturno, sublinhando a importância de o Governo ter uma "resposta musculada" para a empresas "não caírem todas".

"A pergunta que se faz neste momento impor, é o que é que o Governo pretende fazer para que estas empresas não caiam todas. Começam a cair uma a uma e acho que tem de haver, por parte do Governo, uma resposta bastante musculada", disse à agência Lusa José Gouveia, da referida Associação.

Segundo o também porta-voz do movimento "O Silêncio da Noite", as medidas poderiam passar por "apoios à tesouraria a fundo perdido, créditos com taxas de juro próximas de zero, isenção de impostos e a redução de algumas taxas e impostos como a TSU".

"São medidas que o Governo terá de estudar e perceber para apoiar estas empresas e para que consigam sobreviver ao tempo enquanto não puderem abrir numa normalidade", disse José Gouveia, lembrando que há alguns espaços que foram "abertos a conta-gotas", mesmo a 20 ou 30% da sua lotação. "Entre despesas e lucros a média fica abaixo do valor da linha de água", afirmou.

O responsável lembrou que há seis meses que as discotecas e bares estão fechados, o que "leva ao desespero" de muitos empresários, lembrando que "dia sim, dia não, uma empresa entra em falência ou insolvência".
 
"Se fizermos uma leitura dos factos atuais, até final do ano não haverá noticias positivas. No início do ano 2021 estaremos em pleno inverno, não haverá alterações e muitos proprietários não estarão em condições de abrir na incerteza de ter clientes", reconheceu.

Apesar de todos os problemas, José Gouveia reconheceu que alguns espaços aproveitaram a uma nova regra do Governo, implementada no início de agosto, que permitiu que as discotecas e bares abrissem como pastelarias ou cafés, dando como exemplo a noite no Algarve durante o verão.
"Let's Love" é o título da mais recente colaboração que junta, uma vez mais, a dupla David Guetta e Sia. O trabalho, editado pela Warner Records, tem como o nome sugere uma forte mensagem de esperança e amor.

A parceria entre estes dois músicos e produtores não é nova e o sucesso de ambos também não. No passado, faixas como "Titanium" ou "Flames" tornaram-se sucessos à escala global com milhões de visualizações. O novo hino ao amor promete seguir a senda dos trabalhos anteriores e começa com a voz irrepreensível de Sia a que se segue um Groove que dificilmente sai do ouvido de qualquer amante de música eletrónica.

Sobre este trabalho, o músico e produtor francês afirmou que o tempo de isolamento o inspirou a "lançar músicas que tenham uma energia edificante". Sem esquecer o papel determinante de Sia que considera que "surpreendeu nos vocais", Guetta conclui que "Let's Love" é "uma mensagem de amor e esperança e que aproxima as pessoas".

A convite de um dos elementos da banda Nu Soul Family, os artistas portugueses CØDE e Alpha Heroes recriaram o famoso tema "My People" dando-lhe uma roupagem mais clubbing.

Contam os DJs que a ideia surgiu quando Alan Gul, membro da banda, enviou a vocal do tema original a um dos elementos dos Alpha Heroes. A "brincadeira" tornou-se séria quando a colaboração entre os artistas surgiu, aliando ambas as sonoridades eletrónicas.

O tema é uma mistura de várias sonoridades e destaca as linhas utilizadas na produção de CØDE e o groove dos Alpha Heroes, projeto que em 2018 recebeu da 100% DJ o "Prémio Talento".


 
terça, 15 setembro 2020 18:12

WYKO estreia-se na editora Smash The House

Em colaboração com Amero e Dkuul, o jovem produtor e DJ português WYKO acaba de lançar "Let It Burn" na Smash The House, a editora de Dimitri Vegas & Like Mike, dupla que atualmente ocupa a posição número 1 do TOP 100 da DJ Mag.

"Let It Burn" eleva a carreira musical de WYKO a outro nível, marcada sobretudo pelo Big Room, e marca também o crescimento sustentado do aveirense Dkuul no último ano. 
 
Sobre esta faixa, WYKO confessa que se encontra numa fase em que precisa de se desafiar a nível musical e acrescenta que "felizmente, essas experiências também têm sido recompensadas com lançamentos em grandes editoras". O artista não esconde a felicidade que esta nova música lhe trouxe: "foi excelente trabalhar nela!".

Esta estreia na editora Smash The House mereceu já o apoio de Dimitri Vegas & Like Mike e de R3HAB.

Com o setor paralisado devido à pandemia de Covid19, um grupo de profissionais da área do entretenimento decidiu reunir-se e criar, desta feita, a Associação Portuguesa do Entretenimento. Com objetivos claros, este novo movimento associativo pretende representar profissionais a custo zero e já tem iniciativas pensadas para serem desenvolvidas a curto prazo.  Nesta entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, falámos com Ricardo Silva, representante e Presidente da Associação, onde nos explicou a quem se destina a APENT e alguns dos projetos pensados, em particular de apoio aos DJs e produtores de música eletrónica.
 
O que é a APENT e a quem se destina?
A APENT - Associação Portuguesa do Entretenimento é uma Associação sem fins lucrativos, criada para representar todo o setor profissional do entretenimento. Desde músicos, DJs, empresas e profissionais do audiovisual, performers, agentes culturais, artísticos e turísticos, produtores e organizadores de eventos, etc. Não pretendemos deixar ninguém de fora, no entanto, excluímos áreas como o teatro, cinema e televisão visto serem áreas com especificidades diferentes das que levaram à criação desta Associação.
 
Quais foram as motivações que levaram à criação da Associação? 
Todos nós falamos dos problemas, dificuldades, falta de representatividade do setor e ausência de soluções durante muito tempo e apesar de haver várias Associações ou Movimentos, são todos demasiado específicos, com pouca representatividade associativa ou com interesses adjacentes a pequenos grupos profissionais. Devido a esta situação pandémica que atravessamos e devido a tudo o que mencionei, seria a altura certa para a constituição de uma Associação onde não houvesse qualquer outro interesse (daí a ser sem fins lucrativos) que não seja o de dotar os profissionais do setor - os associados - de meios que possam fazer face às dificuldades imediatas que a pandemia trouxe e podermos falar a uma só voz com o Governo, instituições e organizações que tutelam ou têm influência no papel fundamental que desempenhamos para o país e para os portugueses. 
 
Quem são as pessoas que compõem a Direção da Associação? 
Não é segredo nenhum e será do conhecimento de todos. Somos mais de uma dezena de profissionais do setor, desde músicos, agentes, produtores e organizadores de eventos, brand managers, etc., e não pretendemos nenhum protagonismo. A Associação é e será dos associados e todos com os mesmos direitos e deveres. Os sócios fundadores são apenas um grupo que tomou a iniciativa porque alguém a precisava de ter. Não somos diferentes de nenhum associado. Entramos com um espírito de missão, dando o nosso contributo que tem sido extremamente exigente e será numa fase inicial devido a tudo o que envolve a criação de uma associação, capacitá-la de uma estrutura física, logística e com capacidade financeira para ser sustentável, sendo a mesma sem fins lucrativos, sem capitais próprios e regida pelas regras, legislação e fiscalização do associativismo. Estatutariamente e para se poder constituir uma Associação, alguém teria de avançar. Foi este grupo que teve iniciativa e disponibilidade, mas após o primeiro mandato somos obrigados pelas regras do associativismo a efetuar eleições e seguir a legislação própria. Além disso duvido que algum dos órgãos sociais pretenda continuar porque o trabalho que estamos e iremos ter, condiciona a nova vida pessoal e profissional. Estamos todos aqui com espírito de missão e esperamos que depois do nosso primeiro passo, haja outros que o continuem em prol de todos nós.
 
Não havendo investimento e sendo sem fins lucrativos, como estão a pensar gerir a Associação? 
É essa a pergunta chave e seguramente um dos motivos para nunca ter surgido uma Associação com estas características. De momento, são os órgãos sociais que estão a custear todas as despesas e obviamente sem qualquer tipo de retorno ou apoio porque a Associação não tem verbas. As verbas de qualquer Associação resultam da quotização dos sócios que ficará suspensa até o sector ter retomado a atividade normal, dos apoios que eventualmente possam surgir por parte das entidades públicas, de donativos e de projetos e atividades próprias que possam executar. Como referi, é esta equipa que está a custear, contribuir e irá trabalhar para que possamos ajudar e deixar um legado para todos os associados do sector. 
 
Já há projetos e iniciativas pensadas? 
Sim, inúmeras. Apesar da constituição da Associação só aparecer agora, este é um trabalho que tem meses e já temos inúmeras iniciativas pensadas, programadas e imenso trabalho feito, além de parcerias, contactos, protocolos e benefícios programados para todos os associados.
 

Para os DJs e produtores de música eletrónica, além dos benefícios gerais, está a ser desenvolvido um projeto que irá trazer um incremento direto nos seus rendimentos (...)

 
Pode revelar alguns? 
Serão todos revelados com a transparência que uma Associação é obrigada a ter. Algumas revelações que posso deixar, visto estarem concluídas ou em fase de conclusão,w, tais como seguros de vida e acidentes de trabalho que são obrigatórios para exercer a atividade, através de descontos ou atribuição direta, apoios sociais porque ninguém irá passar fome numa fase em que não tem rendimentos ou viu reduzida a sua atividade, disponibilidade direta de inúmeros produtos ou serviços com descontos ou diretamente, apoio em projetos próprios onde a Associação ajuda os associados a desenvolver ou criar, acesso a instalações culturais ou da própria sede que pretendemos seja um espaço multiusos aberto para todos aqueles que o queiram usar e muitos outros que estamos a preparar e iremos dando conta à medida que vamos tendo desenvolvimentos. Volto a referir que a Associação é dos associados e só faz sentido se estiver sempre disponível e acessível aos profissionais do setor. Inclusive qualquer iniciativa, projeto ou ideias que os associados tenham ou pretendam realizar em nome da Associação e em prol do setor, haverá total disponibilidade e abertura para poderem realizar ou contribuir no que entenderem. 
 
Especificamente para os DJs há alguma coisa pensada? 
Para os DJs e produtores de música eletrónica, além dos benefícios gerais, está a ser desenvolvido um projeto que irá trazer um incremento direto nos seus rendimentos e que a seu tempo será revelado. O setor abrange várias áreas com especificidades diferentes e queremos trazer para discussão o que os profissionais de cada área pretendem para que todos juntos possamos encontrar soluções, sendo que um dos problemas principais está relacionado com a ausência de legislação sobre a profissão. Um dos pontos que teremos todos de discutir será o de encontrar uma forma de que apenas os DJs possam executar o serviço que lhes compete e não qualquer pessoa com um software ou hardware que o faça ilegalmente. Com isto não estou a falar de se criar pagamentos de licenças, "inventar" carteiras profissionais ou um novo imposto em cima do que os DJs já fazem através das suas contribuições ou dos pagamentos que quem os contrata já faz nos seus espaços ou eventos que realiza, mas sim algo similar ao que existe noutros países onde a profissão de DJ é reconhecida como qualquer outra. Será um dos imensos assuntos a debater e terá de ser com o contributo dos associados, porque serão eles a decidir qual o melhor caminho e a Associação apenas fará o que os associados pretendem porque é deles a Associação. 
 
Quando é que haverá mais informações e como se podem inscrever na Associação? 
Estamos neste momento em fase final da constituição da Associação (já autorizada) e temos mais uns dias para concluir alguns processos pendentes com o Ministério da Cultura que é quem tutela o setor e por inerência a Associação e os seus associados. As inscrições já se encontram abertas no site www.apent.pt (sem joia ou pagamento de quotas) para os novos associados, sendo que temos já cerca de 5 mil associados que vão "migrar" de outras associações.  A melhor forma de estarem a par de todas as novidades é seguirem a nossa página de Facebook onde iremos atualizando as informações. Aproveito, desde já, para agradecer ao Portal 100% DJ pelo apoio que tem dado na promoção e divulgação desta área especifica do nosso sector. 
A economia portuguesa irá sofrer um impacto superior a 1,6 mil milhões de euros com o cancelamento dos festivais de verão deste ano, devido à pandemia de covid-19.

De acordo com o relatório anual da Associação Portuguesa de Festivais de Música (Aporfest), em 2019 foram realizados 287 festivais de música, gerando cerca de 2 mil milhões de euros, por contraponto com os 400 milhões de euros previstos para este ano, na melhor das hipóteses.

Noticia hoje o JN, que estes valores levam em conta o dinheiro gasto em transportes, sobretudo de carro, mas também de avião, nas deslocações para os festivais. Esta rúbrica é de elevda importância, uma vez que só no ano passado foram gastos 1,7 mil milhões de euros. No entanto, há ainda cerca de 120 empresas que trabalham para festivais, muitas delas em exclusividade. A associação refere ainda que existe uma quebra de 80% no volume de negócios dessas empresas que operam indiretamente no setor.

Recorde-se que a realização de festivais e espetáculos de natureza análoga está proibida até 30 de setembro. A lei promulgada pelo Presidente da República estabelece que o consumidor não terá direito à devolução do preço do bilhete para os espetáculos que estavam marcados entre 28 de fevereiro e 30 de setembro de 2020 e que foram reagendados por causa da pandemia da Covid-19.

Os espetáculos abrangidos por esta lei "devem, sempre que possível ser reagendados", sendo que o reagendamento do espetáculo não dá lugar à restituição do preço do bilhete, nem pode implicar o aumento do respetivo custo para quem à data do reagendamento já fosse seu portador.
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